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20/02/2017

Estudo aborda a eficácia dos chuveiros automáticos no combate a incêndios e pânico...

Os incidentes relativos a incêndio têm alcançado bastante repercussão em nosso país. Tragédias como o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria/RS (2013), no Canecão Mineiro, em Belo Horizonte/MG (2001), em uma creche, em Uruguaiana/RS (2000), no Edifício Andorinha, no Rio de Janeiro/RJ (1986), no Edifício Grande Avenida, em São Paulo/SP (1981), nas Lojas Renner, em Porto Alegre/RS (1976), no Edifício Joelma, em São Paulo/SP (1974), no Circus Norte Americano, no Rio de Janeiro/RJ (1961), dentre outros, faz com que tenhamos que adotar medidas mais eficazes no combate e prevenção de incêndio e pânico. 

Dentre os sistemas de prevenção existentes, podemos destacar o sistema de sprinkler. Conforme Felipe Melo, o sprinkler é um chuveiro automático que tem como diferencial o fato de seu funcionamento não depender de intervenção humana, uma vez que, um de seus elementos, o bulbo de vidro termo-sensível rompe, permitindo que a água saia e aja diretamente no foco do incêndio conforme demonstrado na Foto 1. 

Por ser automático, o sistema de sprinkler é excelente, tendo em vista que o seu rompimento só acontecerá quando a temperatura aumentar, de tal forma que chegue à estabelecida pelo modelo do bico instalado. Todos os outros sistemas dependem de ações humanas para o combate a incêndio. Como o fogo alcança altas temperaturas em pouquíssimo tempo, e gradativamente acaba com o oxigênio, a chance de uma pessoa conseguir controlar ou extinguir um incêndio é mínima. 

Conforme o ISB (Instituto Sprinkler Brasil), "diante de todos os efeitos destruidores do fogo, o sprinkler pode salvar um edifício, seu conteúdo e as vidas das pessoas que lá estiverem e dos bombeiros em ação".

Entretanto, para que o sistema seja eficaz é necessário que o projeto esteja bem dimensionado, e que o ambiente a ser instalado o equipamento seja levado em conta na escolha do bico, além de sempre manter em dia a manutenção da rede que alimenta o sistema.

Desta forma, o objetivo deste estudo é identificar as razões que fazem do sistema de sprinkler um sistema eficaz, capaz de suprir as necessidades de uma edificação, quando submetida à situação de incêndio, além de mostrar os fatores que podem comprometer o desempenho do sistema. Vale ressaltar que não faz parte do escopo deste trabalho o dimensionamento do sistema sprinkler, nem o levantamento quantitativo dele.

ELEMENTO FOGO 
Para um eficaz projeto de incêndio é necessário conhecer o elemento fogo. Segundo Telmo Brentano, "o fogo sempre irá conviver com o homem, por isto, ambos devem viver em harmonia e, para que isto aconteça, ele deve ser controlado para que esta relação não seja quebrada".

Conforme o autor, para que o fogo propague, combustível, comburente (oxigênio) e calor têm que reagir simultaneamente para que aconteça a reação em cadeia (transferência de calor entre moléculas e moléculas do material combustível).

O combustível, segundo Telmo Brentano, é toda matéria suscetível de queimar, podendo ser sólida, líquida ou gasosa como madeira, papel, carvão, gasolina, álcool, metano, etc. "O calor é o provocador da reação química da mistura inflamável, proveniente dos gases ou vapores do combustível e do comburente. A fonte de calor pode ser uma faísca elétrica, uma chama, o superaquecimento de um condutor ou aparelho elétrico, atrito, explosão, etc.", complementa.

De acordo com Antônio Coelho Leça e Antônio M. C. Faria, o comburente é um elemento presente na atmosfera. Geralmente, o oxigênio possui cerca de 21% de sua concentração normal do ar, alimentando a reação química da combustão.

Fonte: Fabiana Lopes da Silva - Revista Emergência

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