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05/04/2017

Intoxicação por fumaça: perigo iminente.

Além das chamas, um dos grandes perigos e desafios dos profissionais do fogo diante de uma ocorrência é a fumaça. Segundo especialistas, uma das principais causas de mortes em incêndios, a fumaça é uma mistura de gases, vapores e partículas sólidas finamente divididas e transportadas pelo ar e por gases desprendidos dos materiais que estão em combustão. A presença de fumaça, associada ao aumento de pressão gerada pela emissão e liberação de gases, além de deixar o ambiente com risco iminente de asfixia bioquímica, pode reduzir o percentual de oxigênio abaixo dos limites seguros.  Apesar de possuir defesas naturais, o grau de tolerância do ser humano para a falta de oxigênio é limitado. Conforme o manual "Fundamentos da luta contra o fogo", da IFSTA (International Fire Service Training Association), os efeitos fisiológicos da redução do oxigênio produzem sinais e sintomas que vão desde aumento do ritmo respiratório, falta de coordenação, dor de cabeça, fadiga, enjoo, inconsciência e até a morte em poucos minutos por falha respiratória e insuficiência cardíaca.

Cada fonte de fumaça gera um tipo de mistura com concentrações diferentes, podendo gerar gases tóxicos com alto risco de morte por inalação aguda. Dentre eles, podemos citar: Cl2 (Gás Cloro), CO (Monóxido de Carbono), CO2 (Dióxido de Carbono), HCN (Cianeto de Hidrogênio), NH3 (Amônia), SO2 (Dióxido de Enxofre), entre outros.

Segundo o médico toxicologista e pneumologista, Eduardo Mello de Capitani, professor e pesquisador da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e vice-coordenador do Centro de Controle de Intoxicações da instituição, as lesões pulmonares dependerão do tipo de material inalado, da intensidade e do tempo de exposição (agudo, prolongado e intermitente). "Pessoas vítimas de incêndio, poderão apresentar desde irritação das vias aéreas superiores, apresentando-se com broncoespasmo (sintomas do tipo asmático), falta de ar, dificuldade respiratória, e edema pulmonar, que nestes casos chamamos de "dano alveolar difuso", no qual os alvéolos dos pulmões, responsáveis por receber o ar que respiramos e trocar o oxigênio dele pelo CO2 por nós produzido, vão se encontrar cheios de líquido e inflamação como reação aos gases inalados, produzindo insuficiência respiratória que pode ser bastante grave e até levar à morte. O broncoespasmo e o edema são situações mais agudas relacionadas às altas concentrações das substâncias em pouco tempo de exposição". Conforme Capitani, outras afecções mais raras podem ocorrer secundariamente a uma exposição aguda muito intensa, como a formação de cicatrizes fibróticas nos pulmões por conta de pneumonias adquiridas durante a recuperação da vítima, que são alargamentos anormais dos brônquios por ação de agentes irritantes como o Cloro e a Amônia.

Fonte: Revista Emergência

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